sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Qual é a dos jogos solo.

Então, o jogo solo esconde um psicopata?

Queira ou não, algo assim foi a impressão que ficou, fruto de comentários de um youtuber. Se a intensão foi criar polêmica não sei, mas acabou acontecendo exatamente isso.

Mas e ai, o jogo solo dos psicopatas ou de quem tem problema é realmente tão bizarro assim. O argumento de que jogos de tabuleiros são feitos para sociabilizar as pessoas é muito válido, por muito tempo foi discussão de quem defendia esse tipo de jogo em comparação aos jogos eletrônicos, quem viveu a Ilha do Tabuleiro bem lembra disso, e concordo totalmente, interatividade, diversão coletiva, desafio de enfrentar outras mentes para alguns, mas para a grande maioria bons momentos  de lazer.

Agora como fica tudo isso se jogar solo?

Quem sabe o cara queira aprender um jogo novo, eu já fiz isso inúmeras vezes, acredito ser pratica comum, mas deve ser coisa de anormal então.

Quem sabe o cidadão queira jogar tanto um jogo e não tem com quem jogar, isso é fácil, basta morar em pequenas cidades onde simplesmente há falta de pessoas ligadas ao hobby, onde ainda prevalece o estigma de jogo de tabuleiro é para crianças ....ai o povo da cidadezinha fala " esse cara tem problemas", rs.

Quem sabe o jogo foi projetado para ser solo, eu já joguei e achei fantástico, cito um deles, o B17- Quem of the Sky,  jogo de guerra muito interessante. Todo funcionamento é baseado em aleatoriedade, exigiu enorme conhecimento sobre o funcionamento do tipo de aeronave, assim como o que seria estar dentro de uma aeronave como esta em uma missão de bombardeio.
Sou metido a criar jogos, sempre tive bons grupos de jogos e este tipo de jogo é uma experiência incrível....e é totalmente solo....pirado então.

E tem a galera que curte um tipo de jogo que os demais do grupo não querem nem chegar perto, diga-se os jogos de guerra, mas não falo pseudo jogos de guerra, falo dos que são projeções de batalhas e campanhas militares, que de certa forma exige algo de conhecimento sobre o assunto. Deve ser então  muito comum, caras com sérios problemas de relacionamento, estarem maquinando a destruição do planeta em um quarto escuro cheio de  objetos ocultistas, rs.

E quem cria jogos, esse tipo de sociopata, passa horas a testar ideias de forma solo, para depois testar com cobaias humanas ( afinal ele tem problemas). Jogar solo é literalmente a regra para criar, então você que compra e joga jogos de tabuleiro, pelo visto o maluco que criou isto estava sentado em algum lugar de sua casa com uma cueca na cabeça, pelo visto há grandes possibilidades disso ter acontecido, rs....fodeu.

Sei lá, achar que alguém term problemas porque joga solo é direito do cara, é opinião do cara, mas ao externar e jogar merda na cara das pessoas, é outra coisa.

Quanto ao psicopata que jogo jogos solo, pode até existir, afinal tem maluco pra tudo nesse planeta, mas na certa muitos pirados se enquadram nos exemplos que citei, quem sabe tudo louco então.

Embora planejar a destruição de algum país.









Abraço!




quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Mecânica de Iniciativa, opinião?

Boa tarde senhores!........ Está é para os jogadores de jogos de guerra......Poderiam por gentileza responder a uma questão.....gostaria da opinião de vocês com relação a regra da INICIATIVA, que permite o jogador ativar uma ou algumas Unidades. 

Após a ação destas, estas passam a receber marcador de "ativadas" e estão indisponíveis até finalizar o turno/ rodada. Um jogo onde é aplicado isso é o Tide of Iron, mas digo já, não é opinião sobre os jogos e sim sobre a mecânica, agradeço as opiniões. Lembrando que são ( podem ser N) iniciativas de cada lado para finalizar um turno /rodada.


Fiquem a vontade em responder nos comentários, ou na pagina no facebook ou ainda pagina de Wargames  do Brasil.


Agradeço as respostas.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Achado arqueológico lúdico.

Século XIII, idade média, Russia, um carinha sueco, cavaleiro, foi enterrado  numa profunda e secreta câmara de um castelo. Até ai tudo normal, rs. Curioso é que acharam  no túmulo um jogo, cujo tabuleiro é esculpido em pedra, os sulcos revelam diversos quadrados geometricamente interligados,  como podemos ver na imagem.


Trata-se do jogo da Trilha ou Moinho para outros, acho que foi um dos primeiros jogos que aprendi a jogar na infância, nem lembro mais quando, mas é um deles. O jogo da Trilha é um abstrato, para dois jogadores, no qual os jogadores alternadamente, posicionam peças (9 cada jogador) nas interseções  e sempre que um dos jogadores conseguir alinhar três peças, inclusive na diagonal, ele tem o o direito de remover uma peça do oponente. A partida termina quando um dos jogadores acabar com uma única peça sobre o tabuleiro.

Concepção moderno do jogo.


Muito simples, na certa muito conhecido pela maioria dos jogadores, afinal é um dos jogos que geralmente acompanha os kits do tipo "todos os jogos". O bacana dessa história no entanto é a história, afinal mostra o quão longevo é o jogo, que ainda hoje se presta  para momentos lúdicos, como nessa caso servia para o mesmo fim a 800 anos. O castelo citado é o Vyborg ( na imagem), construído pelos suecos em 1293, como parte das defesas avançadas contra os russos para proteger a Finlândia.

Então senhores é isso ai, se alguém não conhecer o jogo, gostar dos abstratos, na certa vai encontrar no jogo bons momentos de lazer, fica a dica, fica a história,


Abraço!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Tá lá em Maringá...Hands Bar!

Todos nós fãs dos jogos de tabuleiros, bem sabemos que o hobby cresce continuamente, já pelo menos a uns 10 anos. Vivemos hoje, muito do que era sonhado e discutido nos fóruns da saudosa Ilha do Tabuleiro, quem viveu naquele mundo, bem sabe, onde frequentemente as questões eram...
..."pocha, bem que podia haver bons lançamentos nacionais"
..."bacana é ver os eventos lá fora "
...."quantas opções de compra e aqui nada"
... "olha isso galera, que casa bacana lá em.blá, blá, blá,blá, blá, blá ...etc e tal."

Era bem assim, mas como já falei, passados 10 anos ou mais, quem acompanha o cenário nacional viu de tudo, pequenas iniciativas que deram certo, outras que desapareceram, mas cada vez mais pipocaram em todos os cantos do Brasil, iniciativas e novos espaços para os aficionados do hobby.
São jogos, autores, bares, casas especializadas, editoras, um pouco de tudo, mas cada vez mais e cada vez melhor, novas opções para os jogadores brasileiros.

Por isso "Tá lá em Maringá" uma nova casa voltada a atender o público geek, a primeira luderia do Paraná, Hands Bar.

Como o nome já diz, é um bar, conta com acervo de mais de 200 jogos, monitores para ajudar o pessoal no que precisar, serviço de bar, cervejas artesanias ( ai sim, desde que seja cerveja) e serviços de cozinha, espaço para eventos.


Jogos!


A ideia é combinar gastronomia, pessoas e jogos,   ahhh é cervejas, e quem esta lá para recebe-los são o Diego, o Rodrigo e o Gabriel, que passaram um temporada em Portugal e trouxeram a ideia no porta malas, abrindo a casa em 2016.


Os caras!  Diego, Rodrigo e Gabriel.


A decoração remete ao universo geek . personagens de filmes, animes, super heróis, pura cultura nerd, e no meio de tudo isso, os jogos de tabuleiros. Tem mais, nas quartas feiras, ocorrem partidas de RPG, que na certa atrai geeks dos dois lados da fronteira.


O ambiente, muito bacana!


Então pessoal de Maringá e região, não deixe de curtir e apreciar este espaço sensacional, clique aqui, para chegar na pagina dos caras, lá no facebook.

Muito sucesso, parabéns, grande abraço!

Informações obtidas com a Renata da U.Content.







terça-feira, 7 de agosto de 2018

Navegando pelos mares de Catan.

Então senhores, Catan detém a fama do primeiro euro game, o jogo pai dos jogos modernos, o divisor de águas e por ai vai. E não deixa de ser verdade, assim como  é um bom jogo, tem lá sua estratégia, requer  gerenciamento de recursos, obriga o jogador a  conseguir a  melhor exploração do terreno por recursos,  negociação e é diversão na certa.

Bom para quem conhece o Catan  nada disso é novidade, mas estou aqui para falar sobre o Navegadores. No Brasil chegou também pela Grow, como um jogo de expansão para o Descobridores de Catan. Para você que não conhece, um jogo de expansão é basicamente um versão adicional de peças e regras com o objetivo de incrementar um jogo já existente chamado jogo base.


Agora falando do jogo, as regras são as mesmas do jogo base, com pequenas e pontuais adições tais como os barcos que literalmente são uma extensão e variação das estradas, custa uma madeira e uma lã e lógico são dispostos ou na costa ou nas arrestas entre os módulos de mar.

Este é o primeiro cenário proposto pelo manual.


É com os barcos que se chega as ilhas para também coloniza-las. Um detalhe importante é que é permitido mudar a posição do barco mais avançado ( da rota) para outra arresta, desde que adjacente a sua posição atual, e não conectado a uma aldeia ou outro barco ( por isso avançado).
Beleza agora você já sabe chegar até as ilhas.

Estradas e barcos foram uma única rota.




Outra novidade é  o pirata, em síntese o mesmo que o ladrão. É movido apenas pelo mar, rouba uma carta de um jogador que também tenha barcos. Ao ser ativado ( valor sete dos dados), o jogador opta por usar o ladrão ou o pirata.







Um tipo de tabuleiro é novo, o rio aurífero, uma espécie de coringa, pois quem possuir uma aldeia ou cidade nesta região, poderá escolher um recurso qualquer ou dois no caso de cidade, muito útil por sinal.

Rio aurífero, um coringa literalmente.


Os tiles de portos. são usados para  adequar os diferentes cenários formados com a expansão e seu funcionamento é o mesmo do jogo base, trocar dois por um em portos com mercadorias específicas ou três por um num porto com mercadorias diversas.



Com a expansão,  é possível jogar diversos cenários propostos pelo manual (nove na realidade), com diferentes configurações  algumas até com o formato aleatória ( tiles ocultos) e nada impede o jogador de criar novas situações.

No que tange a estratégia, quando jogamos o jogo (base), a Ilha de Catan é única e maior, há mais espaços para ocupar. Já com  as configurações do Navegadores, a ilha inicial é menor, e as ilhas próximas desabitadas são menores ainda, e isso impacta diretamente no andamento da partida, novas estratégias devem ser pensadas.

Final de partida.

O jogo por conta de menos espaços, acaba por tornar-se mais restritivo e mais disputado, requer ficar mais atento, pois a regra de dois espaços entre aldeias, vai sufocar os jogadores mais facilmente.

Fica ai a dica para quem ainda não jogou Catan com sua expansão Navegadores. Para quem não conhece, é possível obter os jogos no Brasil com as regras em português, com boa qualidade de produção.

Abraço!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Wargamers do Brasil, olha ai a quantas anda.

Tem tempo que isso foi feito, e ainda esta disponível para cadastro. Aos interessados em jogos de guerra,  podem por meio deste mapa, localizar outros jogadores, grupos, clubes de jogos de guerra, com informações sobre o modo de fazer contato e quem sabe organizar eventos a exemplo do ItaipaWARS, com duas edições já realizadas.





Clique AQUI para acesso ao link.


Abraço!


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Esse é o tipo de coisa que deve ser apoiado.

Mansão de peças! conhece?

Não!..nem eu!

Na realidade, conheci a ideia há alguns dias, quem passou um convite foi o Leandro Pires, lá dos idos da Ilha do Tabuleiro. Bom a ideia é simples e bacana.
Veja ai data, local e horário.




É para os criadores de jogos, e sem duvida esse é o tipo de coisa que só vem a ajudar tudo e todos, afinal é só jogo protótipo que entra e só eles serão jogados. Na primeira edição só criadores convidados, o que acho coerente, serve para medir o andamento de tudo que se passa em evento desse tipo, ocom número limitado e conhecido de jogos, ao invés de incertezas e imprevistos. Mas como foi dito é o primeiro, e haverá outros e ai o espaço se abre para todo interessado.

O evento é aberto ao público e gratuito, não é uma competição, mas um espaço para os criadores e desenhadores de jogos poderem testar suas preciosidades.

Maiores informações entre neste link.

Então amigos, esse é o tipo de coisa que já falei aqui no blog, iniciativa, CRIAR EVENTOS  e não só esperar chover na horta, espero que depois dessa, outros tomem o exemplo e façam acontecer.

Parabéns e sucesso aos organizadores.

Abraço!



sábado, 6 de janeiro de 2018

Quem diria!

Quem diria mesmo!

Há apenas alguns poucos anos na Ilha do Tabuleiro, muito se discutia sobre a grande sina dos jogos de tabuleiros, ou seja os jogos eletrônicos. O apelo visual aliado a dinâmica dos movimentos nos jogos virtuais, fez deles  a bola da vez.  A partir dos anos 80 evoluíram muito, literalmente aniquilando os jogos de tabuleiro ou quase.

Somente com a chegada dos eurogames a partir de 1995, com o Catan de Klaus Teuber é que houve uma nova luz surgindo no horizonte. De lá para cá, muitos avanços em todos os setores no que tange os jogos de tabuleiros, grandes jogos como Puerto Rico, que por anos ficou no topo do ranking do BGG, é agora um clássico, e novos títulos são são lançados aos milhares a cada ano.

Milhares? 

Com certeza, basta comparar os números no BGG sobre os jogos cadastrados, por volta de 2008, quando estava perto dos 80 mil títulos, agora beira os 100 mil. São dez anos e algo em torno de 20 mil jogos adicionados neste espaço de tempo (aproximadamente).

Ai deparei com essa matéria postada no BoardGames Brasil, compartilhado pelo Felipe M., sobre os programas de financiamento coletivo como o Kickstarter,

" Jogos eletrônicos perdem espaço para jogos de tabuleiro no Kikstarter" publicado no Tecmundo.

Dai o porque do "QUEM DIRIA", afinal como já mencionei, há alguns poucos anos, o cenário era bem diferente, a ponto de haver discussões no fórum da Ilha sobre a realidade da época, que era os jogos eletrônicos predominando.

Me pergunto o porque disso?

Sempre um dos pontos mais atraentes dos jogos de tabuleiros era a interação das pessoas, uma reunião para fins de diversão. De brinde vinha o exercício da estrategia do jogador, a disputa  em diferentes níveis, mas o grande diferencial dos jogos de tabuleiros era a interação social e por fim a diversão a grande meta..

Outros aspectos que também ajudaram nessa mudança, na certa são um grande avanço no aspecto visual dos jogos de tabuleiros, a arte é muito melhor hoje do que na grande maioria dos jogos  lá pelo final dos anos 90. Até já abordei isso em um tópico aqui no blog, " A beleza dos Jogos de tabuleiros".

Soma-se a isso as miniaturas, é outro apelo, e tem muita gente que literalmente vira um babão por conta das miniaturas. O acesso a elas é hoje muito mais fácil, afinal temos cada vez mais a disseminação do uso das impressoras 3D, embora outras técnicas de moldagem continuem em vigor, principalmente para grandes demandas, ainda vão perdurar por um pequeno tempo.

Mas afinal, resta uma questão!  São muito poucas pessoas no planeta, que tem o privilégio de viver da criação de jogos. Isso é fato, mas impressiona a quantidade de pessoas interessadas em criar jogos, muito do que se lê nos fóruns dos diversos sites especializados, esta relacionada com isso, e gente mostrando  trabalho, querendo aparecer, discutindo ideias ou parasitando tudo isso.

Na contra mão dessa realidade,  no mundo virtual dos criadores de jogos eletrônicos, existem muito mais oportunidades de viver da criação de jogos, e tem quem vive muito bem disso, mas os caras estão perdendo espaço para essa legião de criadores obscuros e muitas vezes geniais dos jogos de tabuleiros.

Acredito que a questão é simples, você não precisa saber de programação para criar jogos, por isso a essa legião de criadores, e para os eletrônicos que dependem de programadores,  resta agora buscar os não programadores para dentro do mundo virtual, e quem sabe evoluir para um novo estágio para estes jogos. Nada disso é novidade, salvo os jogos de tabuleiros, finalmente estarem ultrapassando seus iguais eletrônicos.

Abraço!