terça-feira, 7 de agosto de 2018

Navegando pelos mares de Catan.

Então senhores, Catan detém a fama do primeiro euro game, o jogo pai dos jogos modernos, o divisor de águas e por ai vai. E não deixa de ser verdade, assim como  é um bom jogo, tem lá sua estratégia, requer  gerenciamento de recursos, obriga o jogador a  conseguir a  melhor exploração do terreno por recursos,  negociação e é diversão na certa.

Bom para quem conhece o Catan  nada disso é novidade, mas estou aqui para falar sobre o Navegadores. No Brasil chegou também pela Grow, como um jogo de expansão para o Descobridores de Catan. Para você que não conhece, um jogo de expansão é basicamente um versão adicional de peças e regras com o objetivo de incrementar um jogo já existente chamado jogo base.


Agora falando do jogo, as regras são as mesmas do jogo base, com pequenas e pontuais adições tais como os barcos que literalmente são uma extensão e variação das estradas, custa uma madeira e uma lã e lógico são dispostos ou na costa ou nas arrestas entre os módulos de mar.

Este é o primeiro cenário proposto pelo manual.


É com os barcos que se chega as ilhas para também coloniza-las. Um detalhe importante é que é permitido mudar a posição do barco mais avançado ( da rota) para outra arresta, desde que adjacente a sua posição atual, e não conectado a uma aldeia ou outro barco ( por isso avançado).
Beleza agora você já sabe chegar até as ilhas.

Estradas e barcos foram uma única rota.




Outra novidade é  o pirata, em síntese o mesmo que o ladrão. É movido apenas pelo mar, rouba uma carta de um jogador que também tenha barcos. Ao ser ativado ( valor sete dos dados), o jogador opta por usar o ladrão ou o pirata.







Um tipo de tabuleiro é novo, o rio aurífero, uma espécie de coringa, pois quem possuir uma aldeia ou cidade nesta região, poderá escolher um recurso qualquer ou dois no caso de cidade, muito útil por sinal.

Rio aurífero, um coringa literalmente.


Os tiles de portos. são usados para  adequar os diferentes cenários formados com a expansão e seu funcionamento é o mesmo do jogo base, trocar dois por um em portos com mercadorias específicas ou três por um num porto com mercadorias diversas.



Com a expansão,  é possível jogar diversos cenários propostos pelo manual (nove na realidade), com diferentes configurações  algumas até com o formato aleatória ( tiles ocultos) e nada impede o jogador de criar novas situações.

No que tange a estratégia, quando jogamos o jogo (base), a Ilha de Catan é única e maior, há mais espaços para ocupar. Já com  as configurações do Navegadores, a ilha inicial é menor, e as ilhas próximas desabitadas são menores ainda, e isso impacta diretamente no andamento da partida, novas estratégias devem ser pensadas.

Final de partida.

O jogo por conta de menos espaços, acaba por tornar-se mais restritivo e mais disputado, requer ficar mais atento, pois a regra de dois espaços entre aldeias, vai sufocar os jogadores mais facilmente.

Fica ai a dica para quem ainda não jogou Catan com sua expansão Navegadores. Para quem não conhece, é possível obter os jogos no Brasil com as regras em português, com boa qualidade de produção.

Abraço!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Wargamers do Brasil, olha ai a quantas anda.

Tem tempo que isso foi feito, e ainda esta disponível para cadastro. Aos interessados em jogos de guerra,  podem por meio deste mapa, localizar outros jogadores, grupos, clubes de jogos de guerra, com informações sobre o modo de fazer contato e quem sabe organizar eventos a exemplo do ItaipaWARS, com duas edições já realizadas.





Clique AQUI para acesso ao link.


Abraço!


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Esse é o tipo de coisa que deve ser apoiado.

Mansão de peças! conhece?

Não!..nem eu!

Na realidade, conheci a ideia há alguns dias, quem passou um convite foi o Leandro Pires, lá dos idos da Ilha do Tabuleiro. Bom a ideia é simples e bacana.
Veja ai data, local e horário.




É para os criadores de jogos, e sem duvida esse é o tipo de coisa que só vem a ajudar tudo e todos, afinal é só jogo protótipo que entra e só eles serão jogados. Na primeira edição só criadores convidados, o que acho coerente, serve para medir o andamento de tudo que se passa em evento desse tipo, ocom número limitado e conhecido de jogos, ao invés de incertezas e imprevistos. Mas como foi dito é o primeiro, e haverá outros e ai o espaço se abre para todo interessado.

O evento é aberto ao público e gratuito, não é uma competição, mas um espaço para os criadores e desenhadores de jogos poderem testar suas preciosidades.

Maiores informações entre neste link.

Então amigos, esse é o tipo de coisa que já falei aqui no blog, iniciativa, CRIAR EVENTOS  e não só esperar chover na horta, espero que depois dessa, outros tomem o exemplo e façam acontecer.

Parabéns e sucesso aos organizadores.

Abraço!



sábado, 6 de janeiro de 2018

Quem diria!

Quem diria mesmo!

Há apenas alguns poucos anos na Ilha do Tabuleiro, muito se discutia sobre a grande sina dos jogos de tabuleiros, ou seja os jogos eletrônicos. O apelo visual aliado a dinâmica dos movimentos nos jogos virtuais, fez deles  a bola da vez.  A partir dos anos 80 evoluíram muito, literalmente aniquilando os jogos de tabuleiro ou quase.

Somente com a chegada dos eurogames a partir de 1995, com o Catan de Klaus Teuber é que houve uma nova luz surgindo no horizonte. De lá para cá, muitos avanços em todos os setores no que tange os jogos de tabuleiros, grandes jogos como Puerto Rico, que por anos ficou no topo do ranking do BGG, é agora um clássico, e novos títulos são são lançados aos milhares a cada ano.

Milhares? 

Com certeza, basta comparar os números no BGG sobre os jogos cadastrados, por volta de 2008, quando estava perto dos 80 mil títulos, agora beira os 100 mil. São dez anos e algo em torno de 20 mil jogos adicionados neste espaço de tempo (aproximadamente).

Ai deparei com essa matéria postada no BoardGames Brasil, compartilhado pelo Felipe M., sobre os programas de financiamento coletivo como o Kickstarter,

" Jogos eletrônicos perdem espaço para jogos de tabuleiro no Kikstarter" publicado no Tecmundo.

Dai o porque do "QUEM DIRIA", afinal como já mencionei, há alguns poucos anos, o cenário era bem diferente, a ponto de haver discussões no fórum da Ilha sobre a realidade da época, que era os jogos eletrônicos predominando.

Me pergunto o porque disso?

Sempre um dos pontos mais atraentes dos jogos de tabuleiros era a interação das pessoas, uma reunião para fins de diversão. De brinde vinha o exercício da estrategia do jogador, a disputa  em diferentes níveis, mas o grande diferencial dos jogos de tabuleiros era a interação social e por fim a diversão a grande meta..

Outros aspectos que também ajudaram nessa mudança, na certa são um grande avanço no aspecto visual dos jogos de tabuleiros, a arte é muito melhor hoje do que na grande maioria dos jogos  lá pelo final dos anos 90. Até já abordei isso em um tópico aqui no blog, " A beleza dos Jogos de tabuleiros".

Soma-se a isso as miniaturas, é outro apelo, e tem muita gente que literalmente vira um babão por conta das miniaturas. O acesso a elas é hoje muito mais fácil, afinal temos cada vez mais a disseminação do uso das impressoras 3D, embora outras técnicas de moldagem continuem em vigor, principalmente para grandes demandas, ainda vão perdurar por um pequeno tempo.

Mas afinal, resta uma questão!  São muito poucas pessoas no planeta, que tem o privilégio de viver da criação de jogos. Isso é fato, mas impressiona a quantidade de pessoas interessadas em criar jogos, muito do que se lê nos fóruns dos diversos sites especializados, esta relacionada com isso, e gente mostrando  trabalho, querendo aparecer, discutindo ideias ou parasitando tudo isso.

Na contra mão dessa realidade,  no mundo virtual dos criadores de jogos eletrônicos, existem muito mais oportunidades de viver da criação de jogos, e tem quem vive muito bem disso, mas os caras estão perdendo espaço para essa legião de criadores obscuros e muitas vezes geniais dos jogos de tabuleiros.

Acredito que a questão é simples, você não precisa saber de programação para criar jogos, por isso a essa legião de criadores, e para os eletrônicos que dependem de programadores,  resta agora buscar os não programadores para dentro do mundo virtual, e quem sabe evoluir para um novo estágio para estes jogos. Nada disso é novidade, salvo os jogos de tabuleiros, finalmente estarem ultrapassando seus iguais eletrônicos.

Abraço!