terça-feira, 20 de junho de 2017

Manhattan Project, já jogou?

No último encontro do Clube Péricles, jogamos o Manhattan Project. O jogo chamou atenção ( há muito) devido ao seu tema, construir artefatos nucleares para destruição em massa, baita imoralidade!!!???... mas como não sou da turma do mimimi....é apenas um jogo e para mim esse é o foco.



Bom, cada jogador no papel de trabalhadores de um país, procura desenvolver bombas atômicas, em síntese  é uma corrida armamentista. O jogo é simples, com pouca dependência de idioma, o jogador se preocupa em alocar seus trabalhadores, do total de doze, começando com quatro não especializados.
Deve se preocupar em obter engenheiros e cientistas, necessários para realmente chegar a um resultado efetivo. Não tem como construir bombas sem estes trabalhadores especializados, por  ser requisito das cartas dos artefatos ( projetos das bombas).

Os trabalhadores sobre o tabuleiro central, podem ser alocados um de cada vez, porém alternando entre a vez de jogar dos jogadores. Ao alocar executa a ação imediatamente, estas podem ser:

1- Deck de construção disponíveis como fabricas, universidades, minas, necessárias para obter os recursos como trabalhadores, aviões, minério entre outros.
2- Para ativar o deck de construções, alocar o trabalhador nesta casa, sem limite de quantos.
3- Espionagem, permite o jogador usar instalações de outros jogadores, limitado ao nível de espionagem da escala;
4- Ataques aéreos, é preciso vencer a defesa de caças do oponente, para atingir as instalações do jogador oponente, o que retarda o programa deste jogador;
5- Reparar instalações destruídas pelos ataques aéreos;
6- Produção de certos recursos nas instalações, quase um bônus;
7- Escala de plutônio e urânio necessários para construir os artefatos atômicos;
8- Obter minério;
9- Obter trabalhadores, cientistas e engenheiros;
10- Obter projetos de artefatos;
11- Obter urânio ou plutônio;

Importante observar, os recursos obtidos nas casas 6, 8, 9 e 11, também podem ser obtidos nos tabuleiros individuais dos jogadores, mas deve ter para tal, as respectivas instalações


Os trabalhadores sobre este tabuleiro, permanecem ocupando o espaço, impedindo outro jogador de fazer a ação, só liberando o espaço quando o jogador recolher todos seus trabalhadores, o que ocorre após usar todos. Pode parecer que isso trava o andamento da partida, mas garanto que não, tudo acontece muito rápido, e os jogadores ficam sempre naquela torcida, " não ocupa essa casa agora cara!".

Os demais trabalhadores, são usados para ativar as suas industrias, centros de pesquisa, ou seja as cartas dispostas sobre seu tabuleiro individual. Podem ser ativados tantos trabalhadores, quantos disponíveis, ou então os necessários para ativar as instalações. A sequência é  estabelecida pela estratégia do jogador, muito bacana esse mecanismo de alocação. Essa condição acelera o funcionamento do jogo, dai a impressão de estar numa corrida armamentista.
O tabuleiro individual é assimétrico, depende das cartas que o jogador comprou, como visto na imagem:

-a- projeto de bomba,
-b- aviões de caça disponíveis para defesa contra ataques aéreos,
-c- escala de bombardeiros, necessários para melhorar as bombas,
-d- instalações diversas, como minas, fabricas de aviões, universidades, programas de enriquecimento de urânio, aqui é variado e assimétrico;
-e- trabalhadores alocados, para ativar a carta, em muitos casos é necessário o número e o tipo certo de trabalhador;
-f- Artefato atômico concluído;
-g- dinheiro, necessário como investimento na compra das instalações;
-h- reserva de minério, necessário para enriquecer urânio ou plutônio;



Alocar os trabalhadores entre os dois tipos de tabuleiros, ocorre de forma rápida. O jogador passa a vez, sempre que já alocou todos os trabalhadores no seu tabuleiro individual e um trabalhador sobre o tabuleiro principal. Se sobrar trabalhador, não alocável sobre o tabuleiro individual, passa a vez, para  somente  na próxima oportunidade, alocar outro trabalhador sobre o tabuleiro principal.
Após acabarem os seus trabalhadores, na sua próxima vez de  jogar, recolhe todos para sua área de jogo. É nessa que  os espaços são liberados sobre os tabuleiros, prontamente ocupados pelos demais jogadores.

Esse sistema deixa o jogo acelerado, ainda mais quando os jogadores se habituarem com o funcionamento, coisa que gostei bastante.

Bom de básico o jogo é isso, vence quem primeiro construir bombas cujo valor somado, igualar ou superar 50 pontos. Algumas outras opções podem ser levadas a cabo no momento de construir as bombas, como melhorar o seu desempenho, em troca de dinheiro e aeronaves de bombardeio.

Na imagem a reserva geral da partida.





Para finalizar, gostei muito do jogo, tanto por conta de sua simplicidade com regras e funcionamento, como pela rapidez além do tema relativamente bem colado. A interatividade é constante, afinal um jogador em diferentes momentos, pode afetar o jogo de outro jogador, tanto pelas escolhas como por conta de ataques visando destruir instalações do oponente.

Ai faço a pergunta...... Já jogou?

Fica a recomendação, na certa o jogo vai estar presente em outros momentos. Vale lembrar que o jogo possui diferentes expansões, incrementos que não conheço, mas que na certa devem deixar o jogo ainda mais interessante.

Autor- Brandon Tibbetts
Comporta de 2 a 5 jogadores
Duração estimada de tempo por partida, 120 minutos
Idade minima sugerida 13 anos
Complexidade BGG, 2,95  em 5


Abraço!


terça-feira, 30 de maio de 2017

Há dez anos foi Lançado o Fronteira da Tércos.

A pouco me dei conta que agora em 2017, fazem 10 anos que lancei o Fronteira???
Mas para começar o que é o Fronteira?

É um jogo com tema medieval, de colocação de peças (tile placemente), fazendo uso de pontos de ação (action points). Cada peça só podia ser posicionada adjacente a peças cuja a iconografia fosse compatível, ao custo de pontos de ação. Vence o jogo quem somar mais pontos, que são também os pontos de ação gastos para montar o seu reino.

Essa aventura começou com a ideia de lançar um jogo no mercado, isso nos idos de 2006/2007. Estava em uma loja, quando observei uns jogos de cartas tipo Magic, expostos numa caixa master, dai a ideia do abestado....vou fazer algo assim!!!

Passei a trabalhar nessa ideia no tempo livre, depois foram horas adicionais, ver gráficas, registrar marcas, prototipagem, testar, facas de corte, matrizes de impressão, isso em Joinville de 2007, então maravilha, tava lá o jogo e tudo mais. Encontrei um representante comercial, trocamos ideias, mas naquela época esse tipo de jogo?

Claro que existia esse tipo de jogo (importando), claro que havia grupos de discussão como a Lista BG-BR (o mercado de então), mas uma loja vender esse tipo de produto??.....  não era nada comum. Embora tenha trocado ideias com os lojistas, o discurso é um, mas vai lá vender para esse  "putos", depois que você investiu..."é que falta a imagem de algum artista", até esse tipo de "asneira" cheguei a escutar, mas por fim demonstra o que era o mercado da época, e o lojista quer um produto que gire, não tá lá por altruísmo, ideologia, são negócios, não conte com eles para desenvolver nada.

Bom isso agora é história. O resultado final ficou aquém do esperado, jamais recuperei o dinheiro investido, por conta de uma série de fatores.O pessoal da gráfica, não fez um bom trabalho, mas o idiota aqui, ainda pagou adiantado, dá para ver o tipinho. 



No final vendi algo em torno de 270 jogos, de um lote de 500 unidades, parece bom, mas há sempre investimentos maiores que dependiam de outros fatores, para tornar o negócio lucrativo e isso não ocorreu.

Também tenho minha parcela de culpa nessa história, fiz uma serie de besteiras como:

-registrar a marca, devia deixar o barco andar primeiro, para ver como o negócio funcionava de fato, para depois fazer isso, muita grana perdida aqui;
-a primeira versão de regras ficou mau escrita, confusa, cria uma péssima imagem;
-a qualidade gráfica como já mencionei ficou ruim, cria outra péssima imagem;
-não participava de grupos de discussão, embora acompanha-se a leitura das discussões, iria ajudar a criar diretrizes;
-pouco testado, embora o jogo funciona-se bem, teria fatalmente modificado alguns pontos antes de lançar;



Mas fazer o que, como dizia Rommel, "os planos de batalha funcionam até a batalha começar".

Bom, chega de falar do que deu errado, outro aspecto curioso, haviam outras seis expansões desenvolvidas para o jogo, nunca lançadas, salvo alguns raros exemplares da expansão Território, que anexava tabuleiros modulares, pois a versão original era jogada sobre a mesa sem uso de tabuleiros. Mas como expansões iriam adicionar vikings, barcos, (era o passo seguinte), haveria também dragões, feiticeiras, novas construções, mercadores e mercadorias, uma miríada de nuances que tornaria o jogo sempre mais denso, embora continua-se a ser um tile placement e action point.



Contei com a ajuda de alguns amigos, familiares, cito em especial o apoio (posteriormente em 2008), do Alessandro Caporal, mentor e mantenedor da Ilha do Tabuleiro. Está ai o registro dessa história, os dez anos do jogo Fronteira da Tércos, minha primeira aventura como criador de jogos. 


Abraço!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Wargames na EsPCEx.

Wargames na EsPCEX, Escola Preparatória de Cadetes do Exército, parece o lugar mais que adequado, afinal jogos de guerra são simplesmente focados em unidades militares, desde suas grandes formações em nível estratégico, até pequenas seções de combate como nos jogos táticos.

A princípio podemos pensar que os  Wargames, são mais conhecidos nos círculos civis do que militares, afinal são jogos, é lúdico. Mas isso é um engano, os jogos de guerra desde há muito são usados para prever situações, criar cenários hipotéticos, levados em conta em caso de conflitos, isso já no século XIX, o que faz todo sentido, afinal se a maquina de guerra for usada, não tem como voltar atrás. Difere que nos jogos civis, os mecanismos de cada sistema, procura expor este ao aquele aspecto relevante sobre os combates. Nos círculos militares, as estatísticas são mais importantes, de modo a compor diferentes quadros possíveis para um determinado conflito.

Foi nessa que o pessoal do Clube Somniun e  o Clube dos Generais, aliados a  pessoas do meio, como o Gerson Monteiro, militar da reserva e entusiasta dos jogos de guerra, acabaram por participar do evento na EsPCEx. O foco eram as comemorações do final da 2º Guerra Mundial e a participação Brasileira no conflito, como é bem conhecido ou pelo menos deveria.

No evento, houveram encenações de combate, com figurinos da época, exposição de relíquias militares, e também jogos de guerra, nosso foco. Tenho conversado com frequência com o Gerson Monteiro, afinal ambos gostamos dos jogos em questão, trocamos ideias sobre como fazer esse nicho aparecer, divulgar os jogos e não tem milagre.

O negócio é mesmo participar, criar eventos, quebrar a velha mistica sobre este tipo de jogo, difíceis e de longa duração, o que nem sempre é verdade., mas também volto a reiterar a importância dos já aficionados pelos jogos de guerra, DESCE DO PEDESTAL, postura de muitos se achando DEUSES DA GUERRA, receba bem o novato no meio, incentive a participação, ai sim aos poucos a coisa toma corpo.

São do Gerson, as imagens que estou utilizando nesta postagem, dai meus agradecimentos, e nada melhor do que elas para contar o que aconteceu.

Relíquias militares.

Réplicas de armamentos.

Note a insignia na manga.

Encenação.

Jogos de Guerra.

Pessoal do Somnium como monitor .

Pessoal dos Wargames.



Aqui o Gerson, junto a um entusiasta 
que participou da encenação.





Bom pessoal é isso ai, pelo que se vê estava muito bacana, exposição, encenação, jogos, cabe um agradecimento ao exército, ao abrir as portas para a interatividade com a população civil e nada mais correto que isso.


Abraço!


sábado, 6 de maio de 2017

Pelo visto, o final de semana é dos Wargames.

É isso ai, ontem postei uma chamada para o evento de hoje, organizado pelo Clube Paulista de Wargames - CPW, onde os participantes podem mergulhar na Terra Média e batalhar contra os orcs, é  jogo de guerra.

Também hoje, em evento paralelo, o Clube dos Generais e o Clube Somnium, tradicionais grupos de jogos de guerra,  participam de atividades na Escola Preparatória de Cadetes do Exército -EsPCEx.,com o sugestivo título,  Tributo a FEB, Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial. O evento conta com diversas atividades, palestras, exposições, aberto ao público, veja logo abaixo maiores informações.






Neste evento, são expostos os clássicos Hex And Counters, batalhas e campanhas históricas, jogos do acervo dos integrantes destes grupos de jogos.

Transcrevo a chamada para o evento, com detalhes.

"O Brasil na 2a Guerra Mundial - Tributo da EsPCEx aos nossos heróis

6 de Maio de 2017

A AExCamp (Associação dos Expedicionários Campineiros), o GPRH(Grupo de Pesquisa e Reencenação Histórica) “Dogs Of War” e a CVMAISP (Companhia de Viaturas Militares Antigas do Interior de São Paulo) se aliaram a EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes dos Exército) para a realização de mais um grande evento.

Seguem alguns atrativos:
- Exposição de viaturas militares antigas e novas
- Reencenação de fatos históricos(Dogs of War)
- Banda do exército
- Palestras
- Exposição de itens militares antigos e novos...

Mais informações:
reencenador@gmail.com

Conto com a presença de todos

IMPORTANTE:
- Será proibida a entrada com bermudas, chinelos ou camiseta regatas. Tanto para participantes como para visitantes."




Fica a dica.

Abraço!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Wargames, amanhã tem torneio.

Essa é para divulgar a iniciativa, afinal o relativamente carente nicho dos wargames, tem que mostrar a cara para chamar mais pessoas para o hobby. O povo do Clube Paulista de Wargames, realiza um torneio bem interessante, aberto ao publico em geral.

Transcrevo aqui a chamada dos caras.

“Qualquer um de vocês é bem-vindo a qualquer hora” – Bilbo Bolseiro
Saudações, mestres hobbits, e bem-vindo ao muito aguardado 1º Grande Torneio Aberto de HSBG. Com uma proposta de trazer uma competição amigável e ambientada na incrível Terra Média, este torneio será a oportunidade para mostrar suas habilidades táticas, estratégicas e artísticas. O título de Campeão da Terra Média está em jogo; você tem o que é necessário para comandar as legiões?

Informações Gerais
Data: 06/05/2017
Inscrição: R$ 10,00
Número de participantes: 8
Número de partidas: 3
Tempo de máximo de cada partida: 2 horas
Pontuação do exército: 355 pontos
Limite de miniaturas: mínimo 4, máximo 40
Local: CPW – Clube Paulista de Wargames"









Fica a dica, não perca a oportunidade e muito boa diversão.


Abraço!